sexta-feira, 15 de julho de 2011

BB perde exclusividade nos consignados em Natal

Publicação: 28 de Junho de 2011 às 00:00
Andrielle Mendes
repórter de Economia

O Banco do Brasil não detém mais a exclusividade na concessão de empréstimos consignados (aqueles com desconto em folha) para servidores municipais de Natal. O Juiz Geraldo Antônio da Mota, da 3ª Vara da Fazenda Pública, acatou pedido de liminar do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Natal (Sinsenat) e derrubou a exclusividade do Banco no município, baseando-se no princípio da livre concorrência, da livre opção do consumidor e na circular do Banco Central que proibiu a exclusividade nos empréstimos consignados em janeiro de 2011.
Soraya Godeiro diz que outras instituições têm taxas menores, mas exclusividade barrava servidorSoraya Godeiro diz que outras instituições têm taxas menores, mas exclusividade barrava servidor

 













Para Soraya Godeiro, presidente do Sinsenat, a liminar cria jurisprudência, ou seja, abre caminho para outras decisões semelhantes dentro e fora do estado. Com a quebra de exclusividade, 20 mil servidores municipais de Natal, entre ativos e inativos, poderão pesquisar e optar por outras condições de empréstimo disponíveis no mercado. Durante a vigência do contrato de exclusividade, os servidores municipais só podiam contrair empréstimos consignados no Banco do Brasil. "Eles não conseguiam contrair empréstimos em outras instituições que, muitas vezes, praticavam taxas menores, devido ao contrato de exclusividade entre a prefeitura de Natal e o banco, que deixava o Banco do Brasil numa situação extremamente privilegiada", afirma Soraya.

Crítica

Soraya Godeiro não sabe precisar quantos servidores mantém empréstimos consignados no Banco do Brasil, mas afirma que "dos 20 mil servidores, poucos não contraíram". Soraya também critica a Prefeitura, dizendo que "o papel dela era orientar os servidores e não amarrá-los a uma instituição financeira".

Até o fechamento desta edição nem o Banco do Brasil nem a Prefeitura de Natal haviam sido comunicados oficialmente sobre a decisão. A Secretaria de comunicação do Município, antecipou, no entanto, que a Prefeitura cumprirá a decisão judicial logo após ser notificada e analisar o teor.

O Banco do Brasil também não informou o volume concedido através de empréstimos consignados aos servidores municipais anualmente nem quanto servidores contraíram empréstimos consignados no banco.

A polêmica envolvendo a exclusividade na concessão de empréstimos consignados pelo Banco do Brasil é antiga. Em janeiro, uma circular do Banco Central, que regulamenta o setor, abriu uma brecha para decisões semelhantes a tomada pelo Juiz Geraldo Antônio da Mota, da 3ª Vara da Fazenda Pública, em Natal. Em janeiro, o Banco Central proibiu novos contratos de exclusividade, deixando em aberto se os já assinados deveriam ou não ter validade.

No Estado, bancos menores questionam

Servidores estaduais do Rio Grande do Norte também questionam a exclusividade na concessão de empréstimos consignados pelo Banco do Brasil.

Em novembro de 2009, um decreto da então governadora Vilma de Faria (de número 21.399) concedeu reserva de mercado ao Banco do Brasil (BB). No ano seguinte, provocado por ação movida pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), o desembargador Amaury Moura Sobrinho concedeu liminar que derrubava a cláusula de exclusividade. Com esse posicionamento, o ex-governador Iberê Ferreira de Souza assinou um decreto em 27 de agosto de 2010, revogando o decreto nº 21.399, mas não informou à Justiça.

A exclusividade do BB foi restaurada em outubro de 2010, por uma decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça, Ary Pargendler. Em sua decisão, o ministro teria alegado que o rompimento da cláusula geraria prejuízo para o banco, que investiu cerca de R$ 182 milhões na aquisição da folha de pagamentos.

Em fevereiro de 2011, desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) julgaram procedente o Mandado de Segurança interposto pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que solicitava a suspensão da exclusividade do Banco do Brasil para realizar este tipo de operação. Dias depois, o TJRN foi informado que o decreto que originou o Mandado de Segurança ajuizado pela Associação Brasileira de Bancos havia sido revogado pelo governo. A polêmica continua.

sábado, 9 de julho de 2011

EMPRÉSTIMO CONSIGNADO – PROMOÇÃO

Para Servidores Públicos Federais (SIAPE) e Aposentados e Pensionistas do INSS: Faça empréstimo (em 58X) e ganhe a 1ª parcela do mesmo em Dinheiro. Cel.: (84) 9407-0170 (Claro) / 9902-8480 (Tim).
 
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- Comprovante de Endereço atual (Água, Luz, Telefone ou verso do contracheque);




- Último Contracheque Original (Siapenet) ou o Nº do benefício previdenciário (INSS);
 
- 2 Telefones para Contato (1 fixo e 1 celular);
 
- Senha de Consignação p/ Servidores Federais (obtida no Siapenet).

sábado, 2 de julho de 2011

Cai o nível de juros cobrado no crédito consignado

Junho 6th, 2011

São Paulo O crédito consignado tem ido na contramão da alta de juros apresentada pelas outras operações de crédito para pessoa física desde o fim de 2010. A taxa média de juros para quem opta pela operação passou a ser a mais barata do mercado, mais baixa até do que os juros cobrados para a compra de veículos, o que não ocorria desde dezembro de 2007.

A última Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro Nacional do Banco Central mostra que as taxas de juros estão em alta desde dezembro do ano passado, quando o governo adotou medidas para encarecer o crédito e diminuir sua expansão. O juro médio do crédito consignado também se elevou, passando de 26,1% ao ano em novembro do ano passado para 28,1% anuais em abril deste ano, mas em ritmo menor do que outras modalidades.

Para a compra de veículos, por exemplo, após o anúncio das medidas do governo, a taxa média anual de juros passou de 22,8% em novembro de 2010 para 30,9% em abril. No caso do crédito pessoal, o salto vai de 42% no penúltimo mês de 2010 para 49,9% em abril de 2011. “A taxa de juros do consignado sobe menos porque é o empréstimo de menor risco, pois o dinheiro sai direto da folha de pagamento”, explica Ricardo Torres, professor de Economia da Brazilian Business School (BBS).

Outro ponto apontado por ele para um crescimento menor do juros para o empréstimo com desconto no holerite é a grande concorrência entre os bancos, pois tanto as instituições médias quanto as grandes disputam esse mercado.

Menor demanda

Para o professor de Economia da Universidades Metropolitanas Unidas (FMU), Sillas de Souza Cezar, o juros do consignado crescem menos porque há menor demanda. “Há muitas pessoas que já recorreram a esse crédito e estão atualmente pagando. Isso faz com que não possam tomar empréstimo outra vez”, diz.

Com as altas das taxas de juros para veículos, a opção de vender o carro, comprar outro financiado e usar o dinheiro da venda para pagar as dívidas de custo mais caro, como cartão de crédito e cheque especial, não é mais recomendada para quem tem acesso ao consignado. Para quem vai buscar o consignado, a recomendação dos especialistas é analisar as taxas do mercado. Os bancos em que o trabalhador é correntista ou tem acordo com entidades de classe pode oferecer juros menores.

Fonte: Diário do Nordeste

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